segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Como vencer a depressão?


  

     O post de hoje é dedicado à depressão, tema que pretendo explorar mais aqui no blog, devido ao facto de ver cada vez mais pessoas que sofrem por anos a fio e, que com ou sem ajuda, não têm conseguido se livrar disso. 

Mas este post não é só para quem sofre com depressão, é também, para quem está a passar por uma fase mais estressante, mais conturbada ou cheia de problemas e sente dificuldades em gerir o turbilhão de emoções dentro de si. 

Os três passos que eu considero essenciais são técnicas que eu aprendi a aplicar na minha vida e que me transformaram profundamente como pessoa. Transformaram a minha forma de encarar a vida, as situações, os problemas e também a própria depressão.

Portanto, aquilo que vos quero transmitir não é a experiência de alguém da qual eu tenha ouvido falar, nem está em nenhum livro que eu tenha lido. É simplesmente a minha experiência pessoal. E por isso mesmo eu posso dizer que funciona. São práticas que eu mantenho até hoje e que têm feito a diferença também em outros setores da minha vida.

Vou abordar os três passos que eu considero essenciais e de futuro farei três posts individuais com técnicas que podem ser aplicadas e com cuidados a ter para que estes três processos sejam alcançados com êxito. Técnicas que eu apliquei e aplico até hoje. 




1º Passo


Aprenda a controlar os pensamentos


Estamos habituados a que os nossos pensamentos nos dominem desde sempre. Se você sente que tem auto-controlo suficiente sobre os seus pensamentos então você com certeza consegue ultrapassar as fases mais complicadas da sua vida com uma perna às costas. Parabéns! Infelizmente a maior parte dos comuns mortais como eu não nasceu com essa capacidade ou desaprendeu. Então ao invés de sermos nós a controlar o que queremos ou não pensar, são os nossos pensamentos que nos controlam, nos levando a um nível de stress altíssimo e a longo prazo a estados depressivos.

O que ocorre é que tudo à nossa volta emite uma frequência energética. Assim, são também os nossos pensamentos, que ao emitirem uma determinada frequência geram uma determinada emoção e essa emoção sendo negativa vai nos levando cada vez mais para baixo. O processo agrava-se quando a frequência deste tipo de episódios vai se intensificando e o nosso auto-controlo vai se tornando cada vez menos eficaz. 

Lembro-me que há uns anos atrás eu tinha o mau hábito de alimentar recordações do passado. Eu via fotografias antigas e lembrava o que a minha família tinha vivido, o que eu tinha sofrido, e revivia as mesmas emoções. Se eu não tivesse aprendido a controlar os meus pensamentos eu não teria conseguido sair daquela fase.

Vejo pessoas que foram medicadas para a depressão e que não aprendem a mudar hábitos como este, aprender a controlar o que pensam e como pensam e, que ao longo de dez anos de medicação continuam sofrendo. Então, este é um passo essencial. A maior parte da mudança que tem de ocorrer é interior e custa-me muito quando vejo pessoas que procuram respostas, soluções e curas, fora delas. O apoio terapêutico e a medicação podem ser essenciais para estabilizar quadros mais profundos de depressão mas sem uma mudança interior a busca pelo reequilíbrio pode ser muito longa ou sofrer vários retrocessos durante o percurso. E este para mim é um sinal muito forte de que algumas mudanças dentro de nós têm de ocorrer se quisermos viver em equilíbrio e essas mudanças só dependem de nós. 




2º Passo


Aumente o nível de consciência


A mente de uma pessoa com depressão ou tendencialmente depressiva é um pouco masoquista. Sentimo-nos mal e parece que gostamos. Mantemos hábitos que contribuem fatídicamente para nos sentirmos em baixo. Claro que isto ocorre com um nível de consciência muito baixo ou praticamente inexistente. 

Se alguém questionar uma pessoa depressiva do motivo que a faz manter hábitos que a entristecem, provavelmente ela vai entender que quem a questiona tem razão. Contudo, a verdade é que no momento em que as situações ocorrem esse nível de consciência não existe. Coisas que parecem simples de entender se tornam irrefletidas, levando a atitudes que só mantêm a pessoa "em baixo".

Eu por exemplo, adoro músicas tristes, melancólicas, Chorinho, MPB... Mas tenho plena consciência, hoje em dia, de que só escuto se estiver bem. Porque se estiver mal garantidamente só vou piorar a minha "vibe". Porque quando não estamos bem tudo nos afecta, não é verdade? Então porque cargas d'água vamos alimentar frequências menos boas? Mas antigamente eu era masoquista mesmo, uma masoquista inconsciente. Eu simplesmente não refletia sobre o que me fazia bem ou não. eu adorava ouvir este tipo de músicas quando estava "em baixo", e ouvia. 

Então, este é um passo essencial, identificar maus hábitos e aprender a eliminá-los. Sem esta reflexão não irá existir um nível de consciência mais alerta.





3º Passo


Pratique meditação. Mas não uma qualquer.


Praticar meditação deve ser um hábito para a vida. Confesso, que mesmo já tendo verificado os benefícios, quando me sinto ótima esqueço de fazer. Mas com a agitação do dia-a-dia, por vezes, o stress lá bate à minha porta, trazendo-me noites de não conseguir pregar o olho. Lá me lembro que não devia ter deixado de fazer meditação...

Eu considero, contudo, que meditação é algo muito pessoal. Portanto, que você tem que se identificar com a meditação que fizer ou então poderá ser pior a encomenda do que o soneto.

Uma pessoa que tem depressão não pode começar por um tipo de meditação que consiste apenas em concentrar-se na respiração ou na técnica de Mindfulness, por exemplo. E digo isto porque uma pessoa com depressão, só que lhe digam para fechar os olhos e respirar, a mente viaja em "batatinhas" e o mais provável é que a pessoa só chore. 

O que eu acho que tem uma eficácia tremenda são as chamadas "Meditações Guiadas" ou as "Afirmações Positivas". Isto porque uma pessoa com alto nível de stress ou com depressão tem dificuldades em pensar em coisas boas, tende apenas a refletir sobre o que lhe tem feito "mossa" e não no sentido de fazer uma mudança, mas apenas de alimentar o seu estado.

A "Meditação Guiada" obriga-nos a pensar apenas no que está sendo dito. E mesmo que inicialmente não faça qualquer sentido, face ao nosso interior, com o tempo o nosso cérebro assimila como sendo uma verdade. Isto porque o nosso cérebro não faz qualquer distinção entre realidade e imaginação ou ficção. Então, tudo o que você toma como um hábito o seu cérebro vai entender como uma verdade. Assim, ao praticar este tipo de meditação todos os dias, em um mês ou até menos, você já conseguirá sentir uma diferença enorme, no seu nível de confiança, na sua capacidade de superação, etc.


Mas atenção, eu considero que há cuidados a ter na escolha da meditação e que durante a procura da meditação você deve apenas ouvir sem assimilar. Mas num próximo post eu posso explicar quais os cuidados a ter em conta.




Se vocês se identificaram com os exemplos que eu dei, compartilhem as vossas experiências. Comentem se já tentaram estes três passos ou que vocês acham...

Fiquem bem💗